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A NOVA CARA DO LEÃO

Julho 18, 2008

As comemorações do centenário do Villa Nova se encerraram de forma grandiosa, com o clube sendo homenageado no plenário da Câmara Federal em Brasília na segunda-feira dia 14, diante da satisfação de alguns villanovenses que tiveram o privilégio de formar a comitiva alvirrubra e de centenas de outros que assistiram pela televisão, todos orgulhosos em ver o Leão do Bomfim ser agraciado em nível nacional.

Depois de encerrada a festa, o Villa recomeça uma caminhada rumo a novos desafios, estreando na Copa BH de futebol júnior na última quarta-feira contra o Criciúma de Santa Catarina, preparando-se para depois enfrentar outros adversários de alto nível em sua chave, como o Corinthians e o Cruzeiro, além de equipes de menor expressão mas dotadas de boas estruturas. O time de Nova Lima vem credenciado pela recente conquista da Copa Integração da categoria, quando superou os grandes da capital e levantou o troféu de Bi-campeão com autoridade de um clube centenário. A equipe de Sérgio Araújo entra na disputa com a base vencedora, desfalcada de quatro jogadores que estouraram idade para a categoria e subiram para o quadro profissional, onde ajudarão Pirulito a formar o novo Villa Nova para jogar a Taça Minas Gerais. Sem dúvida será uma ótima oportunidade para a reformulação do elenco, saindo de vez da inércia de apostar nos famosos “Bondes dos empresários” e em jogadores  “fim de carreira” para promover jovens promessas que poderão se tornar realidade no futuro. O torcedor Villanovense também gosta de apoiar a prata da casa, porque já concluiu que esse é o melhor caminho para se chegar ao pódio dos vencedores.

A partir de agora o Leão terá uma cara nova, a cara que o torcedor gosta, a verdadeira cara do Villa Nova.

EM TEMPO:

Na crônica da semana passada  cometi um erro ao falar da homenagem da comenda do centenário esquecendo de citar os ex-jogadores e atuais funcionários Vacari e Índio e também do presidente João Bosco Pessoa.

Indiferentemente de ser um crítico constante da atual administração, reconheço o mérito dos três, que a muito tempo prestam serviços ao clube com total presteza e dedicação.

Saudações “alvirrubras” e até a próxima se Deus quiser.

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A RESSACA DO LEÃO

Julho 15, 2008

Caros amigos villa-novenses, devido a minha viagem à Brasília para acompanhar a homenagem da Câmara dos Deputados ao glorioso Leão do Bonfim, a crônica do nosso amigo José Raimundo excepcionalmente está postado hoje, terça-feira. Desculpem o atraso.

Daniel Rodrigues

Está difícil curar a ressaca do Leão, depois de tantas homenagens alusivas a seu glorioso centenário e quando pensávamos que a festa havia terminado, as comemorações se esticaram e as manifestações festivas continuam.

No último dia 03 de julho o Teatro Municipal recebeu convidados que foram aplaudir alguns homenageados ilustres que tiveram participações importantes na história do clube, novamente misturados a outros sem o mesmo merecimento, mas como os critérios de escolha levam em conta para os organizadores principalmente fatores como “ amizade e promoção pessoal”, esse tipo de evento estará sempre fazendo justiça a alguns e desconsiderando a importância de outras pessoas que também mereciam estar ali, exemplo de Danilo e outros mais.

Como convidado fui prestigiar a festa e fiquei feliz em acompanhar a entrega das comendas a alguns villa-novenses da essência como Ciro, Iêda, Abílio, Sérgio Prates, Escurinho, Jandira Tolentino, Dércio Félix, Dona Fátima, Jairo Gomes, Paulinho Sabará, João Roupeiro, Paulinho Careca , Zé de Sussa e Pirulito, todos eles emocionados e agraciados por terem sido lembrados.

Uma festa bonita que terminou com um belo coquetel no espaço do Paulinho e que só não foi completa pela falta de gente que vem sendo esquecida nas homenagens, como aconteceu no livro que contou apenas parte da história do clube, justamente por falta de informação e desconhecimento do seu autor. Mas o ano do centenário ainda não terminou e aqueles que se consideram desprestigiados poderão quem sabe serem incluídos nas próximas.

Ainda teremos mais homenagens para encerrar as festividades, e na próxima segunda-feira, dia 14, o clube de Nova Lima estará em Brasília recebendo os cumprimentos na Câmara Federal, com a diretoria disponibilizando um ônibus especial para levar uma comitiva de villa-novenses, que terão orgulho em acompanhar a importante lembrança do poder maior do país ao clube do coração de todos nós.

Muitas comemorações, muita festa e alguns esquecimentos, mas o importante é que o Villa Nova está sendo exaltado a todo momento, e deste jeito será difícil curar a ressaca do Leão.

Saudações “alvirrubras” e até a próxima se Deus quiser.

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EU NASCI, A CEM ANOS ATRÁS

Julho 4, 2008

E não tem nada sobre a festa do centenário que eu não saiba demais.
Eu vi uma cidade bonita, enfeitada e colorida. E que belo show da torcida, pena que um pouco divida, com gente se sentindo excluída e esquecida.

Eu assisti a uma missa em praça pública com devoção e nem mesmo o frio intenso fez diminuir a minha emoção. Eu vi o jogo de Máster entre Villa e Flamengo como nos velhos e bons tempos, com o Castor Cifuentes lotado e festejado, e com a cerveja liberada de verdade, o torcedor matou a saudade.

Eu acompanhei a vigília da torcida com atenção, foram mais momentos de emoção, e aqueles villa-novenses felizes, que satisfação. Eu acompanhei depois mais uma apresentação da charanga do Leão, a melhor do Brasil, foi demais, azar de quem não viu. Eu aprendi com o villa-novense Éder Jardim o que é superação, que derrota a sua dificuldade de locomoção com maestria e com alegria, também pudera, a merenda que ele leva pro trabalho daria para sustentar um batalhão, o Éder tem mesmo um coração de Leão.

Eu tive o privilégio de ver a imagem de Nossa Senhora do Pilar visitar e abençoar o gramado do alçapão e vi o Expedito chorar como um menino de tanta emoção. Eu fui ver o bloco do sujos temporão achando que iría furar, que não faria sucesso e que iría melar, mas que surpresa agradável, o bloco arrasou, bombou e com o toque vermelho e branco a cidade desfilou. Eu vi o time de Juniores do Villa Nova jogar e ganhar, e na festa do centenário, mais um troféu levantar. Os meninos do Villa novamente honraram a camisa alvirrubra, consolidando mais uma vez a fama de vencedor do Leão, completando cem anos de tradição.

Parece que eu nasci a cem anos atrás e vi tudo de bom que aconteceu com a torcida e com a cidade, foi demais.

Saudações “alvirrubras” e até a próxima se Deus quiser.

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Centenário do Leão foi um sucesso

Junho 30, 2008

Muita festa, alegria e cerveja pra comemorar o centésimo aniversário do Villa Nova Atlético Clube.

NOVA LIMA-MG - Há algum tempo, a diretoria do Villa vêm fazendo várias homenagens e eventos para celebrar o centenário do glorioso Leão do Bonfim. Mas de sexta-feira até domingo, quem esteve presente, neste final de semana, nunca mais esquecerá o que viveu. Foi muita festa, alegria e claro, muita cerveja para comemorar os 100 anos do Villa Nova Atlético Clube.

Rua Padre Eustáquio, na Vila Operária foi a primeira a ser enfeitada

Durante a semana, a cidade começou a ser enfeitada em vermelho e branco por moradores e comerciantes locais. Na terça-feira foi realizada a abertura da Exposição de Fotos do Villa Nova, na Escola Casa Aristides Atelier de Artes e Ofícios, contando com boa presença de público e com um acervo de mais de mil fotografias.

Na sexta-feira, às 19h30 foi celebrada a missa em homenagem aos 100 anos do clube, onde o Leão foi abençoado para que este seja apenas o primeiro de muitos centenários.

Padre faz a benção ao clube em frente a Sede Adminstrativa

Logo após a celebração, todos villa-novenses desceram para o Alçapão do Bonfim, onde o máster do Villa enfrentou o do Flamengo do Rio, numa festa onde poucas vezes se viu tantos craques em campo. Pirulito, Luizinho, Isaac, Euller, Serginho Araújo entre outros jogando pelo Villa. No Flamengo, Zé

Crianças e idosos juntos com ídolos do passado

Carlos, Rondinelli, Válber, Djair, Renato Carioca, Nélio, Cláudio Adão e Júlio César Uri Gueler fizeram a festa completa.

A torcida do Leão festejou mesmo o centenário, após o jogo comemorativo. Alguns foram pra sede social do clube comemorar com a diretoria e ex-jogadores do Leão e do Flamengo, mas outros foram para a vigília, esperar pela contagem regressiva e especialmente para cantar o “Parabéns pra você”.

Quando veio a contagem, a torcida não se conteve e a festa foi geral. A charanga tocou como nunca e desceu a avenida Santa Cruz em seu maior estilo, acompanhado por pelo menos 500 villa-novenses

Charanga e torcida fazem a festa na virada

enfeitiçado por aquele momento histórico de alegria. O “bloco carnavalesco” criado de última hora passou pela sede esportiva, atravessando a praça Bernardino de Lima em direção ao Alçapão do Bonfim, onde a torcida o contornou e terminou uma das maiores demonstrações de amor e paixão pelo clube.

Já no sábado a tarde, foliões villa-novenses se formaram no patrimônio cultural da cidade, o Bicame, para festejar o centenário e desceram a

Bloco dos Sujos do Centenário atraiu mais de 5 mil villa-novenses

principal rua de Nova Lima até em frente ao Estádio, na avenida Bernardo de Barros, onde houve também comemoração com bandas locais.

No domingo, no âmbito do futebol, o chamado “Leãozinho” conquistou o bicampeonato da Copa Integração de júnior, batendo o América Mineiro nos penaltis e trazendo a taça pra Nova Lima.

E pra fechar com chave do ouro, de noite foi a vez de Zeca Pagodinho fazer uma bela festa no Espaço Cultural da cidade.

PARABÉNS VILLA NOVA e que seus primeiros anos de glória, seja repetido com maior intensidade nestes próximos 100 anos.

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CEM POR CENTO LEÃO

Junho 27, 2008

Chegou o grande dia, chegou a hora da festa, a festa da emoção, o aniversário do Leão. No dia 28 de Junho de 1908 foi fundado o Villa Nova Atlético Clube na cidade de Nova Lima, cidade mãe que está sempre pronta para abraçar a sua cria, o seu filho querido, o Leão do Bonfim.

Um clube de expressão que superou o tempo com tradição, com garra e com determinação. Um clube que sobreviveu a duas guerras mundiais e que enfrentou a guerra fria com o calor da sua torcida. Um clube que acompanhou a transformação da humanidade no mais avançado século de todos os tempos, vendo o crescimento do homem através da tecnologia. Um clube que assistiu a todas as Copas do Mundo, com participação direta em algumas delas, tendo jogadores formados em seus quadros ou que vestiram a sua camisa, brilhando pelos campos espalhados pelo planeta. O tempo foi passando e o Villa Nova foi se superando, muitas vezes com dificuldade ele sobreviveu, e pra quem falou que o Villa morreu, se enganou, o Villa não morreu nem morrerá, deixa a danada da língua do povo falar.

Esta semana o crítico está de folga, e pede licença aos leitores da Crônica do Leão e aos villa-novenses em geral, para exaltar esse belo clube, esta honrada entidade, este símbolo da nossa cidade. Com muito respeito e reconhecimento, a todos aqueles que trabalharam e que ainda trabalham pelo clube, aos diretores do passado e aos atuais dirigentes, aos funcionários aposentados e os da ativa, aos ídolos antigos e a todos os jogadores que por aqui passaram, aos técnicos e treinadores, auxiliares, massagistas, médicos, roupeiros, aos gandulas, as lavadeiras, cozinheiras, faxineiras, aos porteiros e aos maqueiros. Agradeço a todos eles de coração e a todos juntos com a mesma emoção. Aos inúmeros villa-novenses que desse mundo já partiram, com saudade eu agradeço, guardando deles as lembranças com apreço. Aos companheiros da imprensa, jornal, rádio e televisão, destacando sempre o nosso querido Leão. Aos governantes que entenderam que o Villa é um patrimônio da cidade, e que ajudaram muito ou apenas um pouco, mas participaram. A bênção a torcida villa-novenses, aos torcedores apaixonados, aos radicais ou apenas simpatizantes, mas a todos que de alguma forma apóiam, respeitam e admiram o glorioso Leão do Bonfim.

FESTA DE ARROMBA

As comemorações do centenário são intensas e são para quem quiser, pra todos os gostos. Para não ficar de mãos vazias na data festiva, o time júnior brilhou e vai disputar o título de bicampeão da Copa Integração contra o América, domingo dia 29, às três da tarde no Campo da Frimisa, em Santa Luzia. É a chance de levantar um caneco no ano do centenário, e quem quiser prestigiar, terá ônibus de graça e a charanga para ajudar a incentivar. Charanga que tocou na justa homenagem sábado passado em Sabará, quando o Villa presenteou o apaixonado “Paulinho” e uma imensa legião de villa-novenses na cidade vizinha. Fiquei impressionado em ver como os sabarenses são simpáticos ao clube vermelho e branco de Nova Lima.

Na terça-feira foi a vez da abertura da exposição de fotos na Casa Aristides, e novamente um show da charanga no Bar do Biliu, o ponto central dos alvirrubros da essência. Outra justa homenagem ao Villa será na tarde de quinta-feira na Assembléia Legislativa de Minas, quando os deputados estaduais farão reunião solene ao clube de Nova Lima. O ápice da festa acontecerá no fim de semana, começando na noite de sexta-feira com a celebração de uma missa em ação de graças em frente à sede do clube na Praça Coronel Aristides. A festa da torcida terá seqüência com uma vigília, e depois da meia-noite, um show de fogos e mais uma exibição da charanga, que arrastará os villa-novenses até o estádio municipal.

Ainda na sexta-feira, o time máster do Villa enfrentará o máster do Flamengo às 20h30min no Alçapão, seguido de um rega-bofe no ginásio poliesportivo. No sábado, a visita da imagem de Nossa Senhora do Pilar ao estádio Castor Cifuentes com uma celebração às dez horas da manhã. À tarde o carnaval temporão a partir da 14h, com a bateria do Bloco dos Sujos comandando a galera na concentração do Bicame e o desfile pelas ruas da cidade. E se Deus quiser, para comemorar o título do time júnior na Copa Integração, o show de Zeca Pagodinho no Espaço Cultural, no início da noite de domingo.

Haja fígado e fôlego para os villa-novenses, e como avisar nunca é demais, se for beber não dirija, e se for dirigir não beba.

Parabéns, Villa Nova!
Saudações Alvirrubras, e até a próxima, se Deus quiser.

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Agora é a HORA

Junho 23, 2008

É villa-novense, chegou a hora! Faltam apenas 5 dias para o tão esperado dia. O Villa Nova Atlético Clube completa nada menos que 100 anos de glória em vermelho e Branco, parafraseando nosso grande historiador Wagner Augusto.

Este é um momento ímpar na rica história leonina. É o momento de unir todas as tribos, religiões, partidarismos para fazermos estes próximos dias serem únicos, na vida de cada villa-novense e do próprio clube.

Vista a camisa Vermelha e Branca. Pinte a sua rua. Ponha a bandeira do eterno Leão do Bonfim na janela e grite em riste, pois o Villa Nova está entre as 13 únicas agremiações nacionais a completar o seu centenário até 2008.

Ser o primeiro campeão brasileiro, o primeiro tri-campeão mineiro da era profissional não é pra qualquer entidade. A diretoria atual está tirando água de pedra pra fazer um centenário marcante na história do clube e da cidade.

Vamos fazer, cada um, a sua parte e honrar as cores alvirrubras do Leão do Bonfim para que sejamos reconhecidos e lembrados por todos e por toda a eternidade. Salve o Leão Centenário.

Áou Leão!

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BANDA LARGA

Junho 20, 2008

Uma manhã de domingo fria porém ensolarada, no estilo de um belo dia de domingo em Nova Lima. No ponto principal da cidade, na praça Bernardino de Lima, bem em frente ao Teatro Municipal, a banda da União Operária homenageava o centenário do Villa Nova com um repertório de músicas ricas em qualidade, recebendo os aplausos de um público pequeno mas muito qualificado. A banda apoiada a vários anos pelo incansável Zé Felipe é tradicional, é boa, é ótima e é fina.

Mas o Villa Nova não tem o privilégio de receber somente a homenagem de uma banda fina, e como um clube poderoso recebe outras homenagens mais largas, como a banda de Zeca Pagodinho contratada para fazer o show do centenário, uma banda rica e com certeza bem mais “cara”.  O Villa merece mesmo o melhor, a melhor banda e o melhor show, mas merecia também ter um melhor time no ano de seu centenário, e a sua torcida que é a melhor de todas, merecia sim ter um melhor tratamento.

Boa parte da banda, boa dos Villa-novenses, os verdadeiros, vem sendo esquecidos nas comemorações, enquanto outras pessoas sem indentificação com o clube e com a cidade, estão sendo homenageados pela Câmara Municipal recebendo títulos de cidadãos honorários. O mais recente acontecimento desta natureza acontece essa semana e entre os escolhidos para receber a Comenda, estão personalidades merecedoras de fato e de direito, mas infelizmente misturados a outros sem o menor merecimento para tal, pessoas  que se tivessem a missão de caminhar da Rua Santa Cruz até o Colégio Estadual, certamente se perderiam no trajeto pela falta de conhecimento da cidade.

O detalhe é que esses homenageados fazem parte da banda larga, são os famosos “Amigos da Turma” e portanto mais importantes para a Câmara que os Villa-novenses de verdade.

A Banda fina no domingo tocou e a Banda larga na quinta-feira passou, mas pelo jeito que a coisa vai e pelo rítimo que está, na festa do centenário, os Villa-novenses não irão ver a Banda passar.

Saudações “Alvirrubras” e até a próxima se Deus quiser.

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Eleja o Villa Nova de Todos os Tempos

Junho 17, 2008

Amigos villa-novenses,

Neste momento histórico e centenário da vida do glorioso Leão do Bonfim, gostaria de ouvir a opinião de cada torcedor sobre o melhor Villa Nova de todos os tempos. Quem foi o melhor goleiro na sua opinião? Diga quem foi o melhor centroavante e o resto do time e ajude a completar a Seleção Villa-novense.

Fique a vontade. Defina a tática do time e escolha os melhores jogadores. Pode ser 3-5-2, 4-3-3 ou do jeito que preferir.

Vamos lá. Faça sua seleção e não esqueça do técnico:

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Entrevista com um Leão

Junho 13, 2008

Havia acabado de tomar meu café da manhã e quando me preparava para as tradicionais compras de sábado, recebi a ligação de um repórter com o nome de Netto, querendo fazer uma entrevista sobre o centenário do Villa Nova para um site especializado em histórias do futebol. Atendendo prontamente a solicitação do jovem repórter, sugeri a ele que passasse aquele dia em Nova Lima na minha companhia, para que pudesse conhecer a verdadeira razão daquele centenário.

O giro pela cidade começou na praça do Mineiro e enquanto Netto saboreava um biscoito assado acompanhado de uma média de café com leite, da porta da padaria ele acompanhava meus bate-papos com villanovenses que por ali passavam, Zé Theodoro, Rinaldo, Guido Brito e Dominguinhos do Retiro, que me falou da sua emoção quando entregou o seu troféu feito à mão para homenagear o clube do coração na festa do selo comemorativo. A poucos passos dali, aproveitei e fui até a loja dos fogões levar um chuveiro para trocar a resistência, e o assunto Villa veio à tona novamente, com o “goleiro” Alisson, enquanto o seu sogro resolvia com simpatia o problema do meu chuveiro de estimação.

A caminhada pelas ruas Santa Cruz e Bias Fortes durou quase duas horas, diante de tantas paralisações com torcedores, deixando o jovem jornalista impressionado em ver como o assunto Villa é prioritário para os novalimenses. Depois de atravessar a praça, demos uma parada na casa do padrinho Lacerda, que nos mostrou suas pesquisas interessantes sobre o início da história do clube alvirrubro, enquanto saboreávamos um delicioso pastelão caseiro com a receita inigualável da Tia Ivone. Depois o levei até a reunião dos organizadores da festa da torcida, que será comandada pelos villanovenses de carteirinha, Cláudio, Virgínia, Caneta, Yeda, Zé Antônio, Marcinha, Abílio e Jéferson, surpreendendo novamente o repórter com a organização dos colorados. Para finalizar o dia e completar a entrevista fomos até a barraquinha de Santo Antônio, e para evitar a fila de depois da missa, encomendei com a incansável colaboradora Mina uma dúzia de pastéis e algumas latas de cerveja.

O jovem Netto voltou a se impressionar quando a encomenda nos foi entregue pelas mãos de Luizinho, aquele zagueiro de futebol refinado, que ele não viu jogar, mas que assistiu em vídeos da inesquecível Copa de 82, e que naquele momento fazia parte da comissão dos festeiros, comandada por João Bosco Pessoa, coincidentemente também o atual presidente do Villa.

Já eram quase dez horas da noite quando o repórter Netto apertou minha mão direita se despedindo, e ao perguntar se ele ainda precisava de mais alguma informação, ele respondeu que não, já estava de bom tamanho, e terminou dizendo que havia entendido porque o clube chegava aos cem anos de vida e que estava com inveja de mim e de todo o povo da cidade, porque jamais viu tamanha demonstração de carinho e dedicação.

Resenha da Liga

A partir de segunda-feira, dia 16, estarei de volta ao microfone da Rádio Aurilândia, apresentando o mais novo programa esportivo da cidade. Um programa itinerante que será transmitido das comunidades dos clubes do futebol amador do município, contando a história e as conquistas de cada um, falando da tradição e da magia do futebol da emoção.

Saudações “alvirrubras” e até a próxima se Deus quiser.

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DO TAMANHO DE UM LEÃO

Junho 6, 2008

O mês de Junho começou em grande estilo para Villa-novenses e Nova-Limenses, do jeito que o povo gosta, com beleza e alegria, com brilho e emoção, do tamanho de um Leão. A festa de lançamento dos selos comemorativos alusivos ao centenário do Villa Nova e aos 307 anos de Nova Lima foi perfeita.

Uma festa bonita e colorida, uma festa bem decorada, enfeitada e com gente respeitada. Uma gente que se reuniu, se orgulhou e que aplaudiu, uma gente que se encantou e se encheu de emoção, com a bela homenagem feita pelos correios ao clube do coração.

Uma festa que fez sentarem na mesma mesa adversários históricos, mas que naquele dia estavam unidos em prol de um só projeto, de uma causa única, dando credibilidade ao maior patrimônio desta terra com elegância e simpatia, como manda a regra da verdadeira Democracia, e mesmo com a divisão da platéia, a festa foi só alegria.

A quadra do ginásio poliesportivo do Villa estava lotada, estavam lá vários craques do passado que fizeram brilhar o escudo alvirrubro, estavam lá também alguns dos grandes torcedores antigos, estava lá boa parte dos componentes de uma história gloriosa, uma história de amor e de dedicação. Os torcedores do presente tiveram naquela noite mais uma oportunidade de comprovar a força desta gente, uma gente batalhadora, honrada e competente.

Competência tiveram os organizadores dessa festa, e como um crítico ferrenho e incansável que por várias vezes os condenei como se condena um Réu, desta vez me rendo e tiro o meu chapéu.

Foi uma festa de arromba, sem discriminação e sem pompa, mas belíssima e abarrotada de emoção, foi uma festa do tamanho de um Leão.

Saudações “Alvirrubras” e até a próxima se Deus quiser.

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Luzes da Cidade

Maio 30, 2008

Quando o Villa Nova pára, a cidade também pára, perde o seu brilho e fica sem luz. O apagão do Villa que já está completando dois meses ainda vai escurecer a cidade por mais três, por que o time só voltará a jogar oficialmente no mês de Setembro, quando começa a Taça Minas Gerais.

Em mais um final de semana com a torcida de farol baixo pela falta do iluminado Leão, naquele final de tarde fria de sábado, ao passar pelas imediações da Avenida José Bernardo de Barros, estranhei quando vi os reflectores do Estádio Castor Cifuentes acesos. Ainda não eram seis horas da tarde e sabedor de que a conta de energia elétrica do Estádio Municipal é paga com a contribuição de todos nós, através da famigerada Taxa de iluminação pública, resolvi ir até lá para questionar a necessidade daquele acendimento.

Ao constatar que se tratava de um amistoso entre o Máster do Villa e do Valério, contando nos dedos os gatos pingados presentes no Estádio, além de achar que poderiam ter programado o jogo para mais cedo, me conformei com a situação porque ali estavam jogadores do passado, que honraram a camisa alvirrubra com brio e fizeram brilhar as luzes da fama para esta cidade. A escuridão de uma administração equivocada e arrogante, acaba se rendendo ao brilho dos craques do passado para iluminar as comemorações do centenário do clube, tirando o foco do fracasso e da incompetência.

Talvez as luzes dessa cidade estejam direcionadas para o lado errado, com os comandantes desprezando pessoas que realmente são importantes e prestigiando os oportunistas de plantão. Gastar a luz do município solicitando o título de cidadão honorário para quem não o é de direito mas que faz parte dos “ amigos da turma” é desperdiçar o dinheiro do povo, é desrespeitar a nossa gente.

O Villa Nova está precisando de luz de verdade, precisa da luz de quem gosta do clube sem interesses pessoais ou eleitorais, precisa da luz da transparência, porque o apagão da mediocridade tem que ser substituído pelas luzes da cidade.

Luz de verdade

Aquela noite porém acabou iluminada com a luz da alegria, quando tive o privilégio de participar da comemoração do aniversário do incomparável Roberto “Pãozinho” saboreando um cupim afogado na manteiga acompanhado de muita cerveja gelada. Parabéns ao Roberto e muita luz para toda sua vida.

Saudações “alvirrubras” e até a próxima se Deus Quiser.

José Raimundo escreve às Sextas-Feiras no Blog do Villa-novense

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O mais amado

Maio 23, 2008

Ao longo do tempo, o Leão se transformou em símbolo de empresas, entidades, de personagens, e a imponência do animal conhecido como O Rei das Selvas serviu de inspiração para segmentos diversos, fazendo com que cada um deles formasse uma legião de admiradores pelo mundo afora.

Tem o inesquecível “Leão da Metro”, figura marcante para os admiradores das telas de cinema, tem o “Rei Leão da Disney”, personagem que encantou crianças nos quatro cantos do planeta e os também famosos desenhos animados de Hanna Barbera dos anos 60 e 70, com as figuras engraçadas do “Leão das Montanhas” e de “Lippi”, um leão otimista que vivia colocando seu companheiro pessimista “Hady” em encrencas e apuros.

O Leão é também símbolo de uma entidade mundial o “Lions Clube” e está inserido em logomarcas de empresas potentes, como a Mineradora Anglo Gold, os carros da Peugeot, no tradicional Chá Matte Leão e na inigualável Jurubeba Leão do Norte.

No futebol não é diferente e o leão se tornou mascote de várias equipes pelo Brasil, como a Portuguesa de Desportos, o Sport Recife e o Vitória da Bahia. O mais amado porém é o “Leão do Bonfim”, o leão que simboliza a força de um povo e a história de uma cidade.

O Leão do Bonfim é único, é soberano, é marcante e é insuperável para a sua gente e mesmo sofrendo com as constantes más administrações, consegue sobreviver bravamente, estando a um passo de completar cem anos de vida.

O Leão do Bonfim não morre nunca e quando é atingido pela lança que traz na ponta o veneno da incompêtencia, ainda assim descobre o antídoto para se recuperar e sobreviver novamente.

Só existe um Leão do Bonfim, e ele é incomparável, ele é supremo e mesmo não sendo o mais famoso é sem dúvida o mais amado do mundo.

Saudações “alvirrubras” e até a próxima se Deus quiser.

Crônica escrita pelo villa-novense José Raimundo