
Minha atuação como dirigente de um clube de futebol durou apenas quatro meses, pois, desde a última segunda-feira 19 de outubro estou licenciado do cargo de vice-presidente administrativo do Villa Nova por tempo indeterminado, mesmo assim, porque o presidente Adão Gomes se recusou a aceitar a minha renúncia, e por respeito as poderações dele, solicitei o meu afastamento sem data para voltar.
Os motivos dessa decisão são estritamente pessoais, no momento em que preciso voltar a me dedicar mais ao meu trabalho e cuidar de questões onde necessito de tempo total, ficando portanto sem poder dividir minhas atenções com o cargo a que fui eleito.
Confesso entretanto que saio de cena frustado e decepcionado, por não ter conseguido exercer minha função como desejava, impedido sempre por interesses políticos, drama maior na entidade alvirrubra. É impressionante como as coisas são conduzidas quando se quer mudar ou melhorar o andamento do clube de Nova Lima, chegando a ser despresível o monte de articulações que emperram todas as ações no sentido de melhorias, ficando a entidade a mercê de intereses pessoais sempre dos que se julgam os maiorais da cidade.
Existe uma torcida contra de todos os lados movida por facções aliadas de um ou de outro, de fulano ou de siclano, todas elas particulares, criando batalhas internas que fazem muito mal ao clube e que com certeza tem levado a centenária entidade a um perigoso caminho sem volta.
Peço desculpas aos conselheiros que votaram na chapa em que fui eleito e principalmente aos torcedores, esses sim os verdadeiros villa-novenses. Quem deveria também pedir licença e sair do clube são os jogadores do atual plantel, que esboçaram uma greve na véspera do jogo contra o América alegando salários atrasados, os deles no caso estavam com sete dias de atraso, enquanto a maioria dos funcionários amargam mais de oito meses sem receber o que lhes é de direito. Ao invés de fazerem essas irresponsáveis ameaças, os jogadores deveriam ter respeitado a camisa vermelha e branca vencendo o jogo para alcançar a classificação à fase semi-final da competição, para não precisarmos ficar na agonia da dependência de tropeços dos adversários, em um torneio em que o time tinha obrigação de se garantir.
Acredito que a única contribuição que conseguirei dar ao Villa Nova, é a de continuar a ser um crítico severo e também construtivo aqui neste espaço da Crônica do Leão, e para tanto peço licença a torcida villa-novense e aos leitores do Jornal Cultura e Comércio.
Saudações alvirrubras, um abraço para o amigo Rinaldo Giorgini, e até a próxima se Deus quiser.


Caro José Raimundo,
Não adianta nada elegermos novas diretorias, pois, o comando Villanovense passa necessáriamente pelo gabinete do prefeito de Nova Lima (aliás, nunca o vi em jogo do Villa antes dele ser eleito), a quem deram de presente o cargo importante de Presidente do Conselho Deliberativo, deixando como vice um homem (Emanuel Carneiro – vive criticando a atuação dos conselhos do 3 clubes de BH, esquecendo de sua função no Villa) que deveria participar mais da vida do leão como o seu saudoso irmão Januário (este sim, um autentico Villanovense).
Outra coisa, não existe oposição no Villa Nova. O partido que hoje ocupa a prefeitura, fazia as mesmas criticas que hoje nós fazemos, porém, estão fazendo (incrível) pior do aqueles de outro partido.
Conclusão: O nosso Villa Nova deixou de ser um clube de futebol, para ser um partido politico, com fins eleitoreiros, restando a nós, pobres e comuns torcedores, o unico direito de rezar e muito, para que um dia possamos ter gente “Honesta” em seu comando.
Saudações VillaNovenses.
A situação é caótica, realmente. O que mais preocupa é que nossa torcida não tem motivos para crescer e a cada partida o público diminui. Se a juventude não torcer, em breve não haverá motivos para que o clube exista.
Teremos torcida em Uberlândia neste sábado? Estou aqui aguardando…..
Mais uma vez, digo e repito, enquanto os urubus da prefeitura, estiverem por cima da carniça, o Villa Nova continuará nessa situação.
Talvez esssas pessoas querem realmente é acabar com o Villa Nova, como foi falado em comícios passados.
A música sempre entoada no Alçapão pela nossa Charanga, que diz: “O Villa não morreu nem morrerá…”
em breve terá sua letra alterada, para: “O Villa morreu e tá difícil de ressussitar…”
Jogadores se vão, dirigentes também (graças à Deus), mas a torcida e instituição permanecem.
O Villa precisa, na sua administração,de pessoas sérias, sem vaidade, comprometidos verdadeiramente com a causa “Leão do Bonfim”.
Há tempos vemos fanfarrões que se intitulam dirigentes fazendo estripulias com o nome do nosso Villa Nova.
Villa Nova é assunto sério, é amor,devoção, não pode ser tratado como trampolim para cargos políticos.
O Leão de Nova Lima tem seu nome gravado nas glórias do futebol nacional e os que o “dirigem” ter por obrigação pelo menos tratá-lo com honestidade.
Quando mudarmos a mentalidade mesquinha que ainda assombra os redutos Villanovenses, o Leão de Nova Lima voltará a reinar no cenário futebolístico.
Em tempo:
Onde está a bela escultura de bronze que enfeitava o nosso estádio? Porque foi retirada?
Vaidade?