
E não tem nada sobre a festa do centenário que eu não saiba demais.
Eu vi uma cidade bonita, enfeitada e colorida. E que belo show da torcida, pena que um pouco divida, com gente se sentindo excluída e esquecida.
Eu assisti a uma missa em praça pública com devoção e nem mesmo o frio intenso fez diminuir a minha emoção. Eu vi o jogo de Máster entre Villa e Flamengo como nos velhos e bons tempos, com o Castor Cifuentes lotado e festejado, e com a cerveja liberada de verdade, o torcedor matou a saudade.
Eu acompanhei a vigília da torcida com atenção, foram mais momentos de emoção, e aqueles villa-novenses felizes, que satisfação. Eu acompanhei depois mais uma apresentação da charanga do Leão, a melhor do Brasil, foi demais, azar de quem não viu. Eu aprendi com o villa-novense Éder Jardim o que é superação, que derrota a sua dificuldade de locomoção com maestria e com alegria, também pudera, a merenda que ele leva pro trabalho daria para sustentar um batalhão, o Éder tem mesmo um coração de Leão.
Eu tive o privilégio de ver a imagem de Nossa Senhora do Pilar visitar e abençoar o gramado do alçapão e vi o Expedito chorar como um menino de tanta emoção. Eu fui ver o bloco do sujos temporão achando que iría furar, que não faria sucesso e que iría melar, mas que surpresa agradável, o bloco arrasou, bombou e com o toque vermelho e branco a cidade desfilou. Eu vi o time de Juniores do Villa Nova jogar e ganhar, e na festa do centenário, mais um troféu levantar. Os meninos do Villa novamente honraram a camisa alvirrubra, consolidando mais uma vez a fama de vencedor do Leão, completando cem anos de tradição.
Parece que eu nasci a cem anos atrás e vi tudo de bom que aconteceu com a torcida e com a cidade, foi demais.
Saudações “alvirrubras” e até a próxima se Deus quiser.

